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Se crescer 4% ao ano, país vai precisar do triplo de engenheiros, diz Ipea


Brasil forma um bom número de profissionais de engenharia todos os anos. O problema é que mais da metade não exerce a profissão.

O número de engenheiros atuando em suas respectivas áreas de formação precisará triplicar até 2020 caso a economia brasileira cresça a um ritmo de 4% ao ano. Hoje, cerca de 300 mil de um total de 937 mil trabalham na área, ou seja, apenas um terço. A projeção, divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), demonstra que a diferença entre a demanda do país por esses profissionais e a oferta pode ser um limitador ao crescimento nacional, principalmente em áreas como extração e refino de petróleo – uma das grandes apostas para o desenvolvimento nacional a médio e longo prazo, com o início da exploração do pré-sal.

O Ipea apresentou três cenários diferentes de crescimento da economia (2,5%, 4% e 5,5%), com a respectiva demanda prevista para esses profissionais. Entre a previsão mais pessimista e a mais otimista, o número de engenheiros necessários varia de 658 mil a 1,3 milhão em 2020, ano em que se prevê a existência de 2 milhões de pessoas com diplomas nessas áreas.

Os dados poderiam mostrar uma “sobra” de profissionais, não fosse por um gargalo típico da categoria: em 2010, apenas 38% dos formados em Engenharia de fato atuavam na profissão. Para atender à demanda prevista para daqui a sete anos, esse porcentual precisará subir para 45%.

“Todo profissional busca não só um bom salário, mas um salário estável. E é isso que atrai muitos engenheiros à área bancária, principalmente em bancos públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa, que atuam na construção civil. Nas estatísticas, este profissional não está atuando como engenheiro, mas ele não deixa de exercer a profissão”, afirma o professor do curso de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Ricardo Bertin.

Qualificação

O Ipea alerta que a formação de novos engenheiros ao longo dos próximos anos não necessariamente atenderá às necessidades do mercado de trabalho por causa da falta de experiência profissional. Em 2011, mais da metade dos engenheiros em atuação tinha menos de 35 anos. A qualidade dos cursos também surge como um entrave: apenas entre 20% e 30% dos formados em Engenharias nos últimos anos são egressos de cursos de melhor desempenho, o que, segundo o Ipea, “reforça a percepção geral de que a formação de pessoal técnico-científico no Brasil concentra-se em cursos e instituições de baixa qualidade”.

O número de conclusões nos cursos de engenharia cresceu 138,4% entre 2000 e 2010, acima da média de expansão de conclusões dos cursos superiores, de 135,4%. No entanto, o número de formados poderia ser ainda maior: em 2011, a taxa de evasão entre os estudantes de Engenharia foi de 57%. Continue lendo

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O Brasil não precisa importar engenheiros


Após meses de polêmicas envolvendo a contratação de médicos estrangeiros, começam a circular informações sobre a intenção do governo federal de importar profissionais de outros segmentos. O foco da vez são as áreas tecnológicas, em especial as engenharias, com o principal argumento de suprir as administrações municipais de profissionais que possam elaborar projetos técnicos, essenciais ao repasse de verbas federais. Vamos jogar um pouco de luz nesta discussão dividindo o tema em duas situações que são bastante distintas. Uma delas diz respeito ao interesse estratégico de mobilidade profissional em relações bi ou multilaterais. Outra é a entrada de profissionais para suprir uma eventual demanda emergencial de mercado.

Entidades representativas de nossas profissões, como a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros e o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná, afirmam categoricamente que essa demanda não corresponde à realidade. O que existe são profissionais formados que não estão no exercício de suas profissões ou migraram para outras áreas, como o mercado financeiro ou o setor bancário. Além disso, os baixos salários praticados, principalmente no setor público, os distanciam de suas reais competências, já que a administração pública não é regida pela Lei do Salário Mínimo Profissional (4.950/A), que, desde 1966, estabelece uma remuneração mínima aos profissionais da engenharia e agronomia.

Tenho a convicção de que o Brasil não precisa importar profissionais para suprir essa eventual “carência de engenheiros”. Precisa, sim, antes de qualquer medida, oferecer salários dignos aos nossos profissionais para atraí-los para o setor público. E, claro, criar condições favoráveis para a permanência nestas carreiras, como, por exemplo, oferecer cursos de atualização, além de um plano de carreira que dê reconhecimento e permita real evolução. Paralelamente, é preciso realizar programas de valorização e recuperação das engenharias, da agronomia e das geociências no setor público, que sofrem com a falta de profissionais. Criar mecanismos para suprir carências em modalidades específicas, como na área de petróleo e gás, fomentado a criação desses cursos nas universidades brasileiras. E, por fim, definir como essenciais e exclusivas de Estado as atividades exercidas por engenheiros e agrônomos ocupantes de cargo efetivo no serviço público, como prevê o Projeto de Lei Complementar 13/2013, em discussão no Senado.

Já a reciprocidade profissional vem sendo bastante discutida dentro do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea, no qual coordeno o Grupo de Trabalho “Estrangeiros”. Temos realizado reuniões para promover o intercâmbio de informações sobre a autorização para o trabalho e o exercício profissional de estrangeiros no Brasil. O objetivo não é barrar a entrada de imigrantes, mas evitar a ilegalidade desses profissionais no exercício da profissão. E, principalmente, que a entrada de estrangeiros seja recíproca, agregando conhecimento à ciência e à tecnologia nacional.

Para resolver o problema da falta de profissionais no serviço público, o governo precisa entender que a engenharia pública precisa ser revigorada, renovada, tratada como prioridade. Não é por falta de engenheiros que o Brasil tem entraves em sua infraestrutura e enormes gargalos logísticos. É por falta de políticas públicas que valorizem e deem condições de trabalho justas aos nossos profissionais.

Joel Krüger, engenheiro civil, é presidente do Crea-PR e coordenador do Grupo de Trabalho “Estrangeiros” do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Fonte: Gazeta do Povo

Senge Jovem debate papel dos futuros engenheiros


imagemMais Engenheiros Construindo Novos Tempos: o papel dos futuros engenheiros na construção de um Brasil melhor será tema de palestra realizada pelo Senge Jovem na próxima quarta-feira (2), em Curitiba. O evento debaterá, dentre outros temas, a importância da profissão para a sociedade brasileira, a consolidação da participação efetiva dos profissionais de engenharia num projeto de desenvolvimento econômico e social sustentável do nosso país e quais as políticas necessárias para que os engenheiros não abandonem a profissão.

A palestra abre o ciclo de eventos “Jornada Senge Jovem”, promovido pelo Senge Jovem para para debater com estudantes de engenharia temas de relevância para os futuros profissionais e para a sociedade.

O evento será às 19 horas, no auditório do Senge-PR – Rua Marechal Deodoro, 630 – 22º andar – Edifício Itália – Curitiba – PR, e contará com palestras do presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak, do presidente da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge), Carlos Roberto Bittencourt, do diretor do Senge-PR e professor da UFPR, José Ricardo Vargas de Faria, da diretora do Senge-PR, Sandra Cristina Lins dos Santos, e do coordenador de seminários técnicos do Senge Jovem, José Carlos Bezerra Filho. A participação é gratuita! Inscreva-se no site do Senge-PR em www.senge-pr.org.br/cursos.asp

Fonte: SENGE

Alta taxa de desistência na universidade causa déficit de engenheiros


Além do problema da evasão, apenas metade dos formados em engenharia atua na área. Governo estuda “importar” profissionais estrangeiros.

Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / Área de interesse conduziu José Carlos para o curso de Engenharia Civil: exceção à regra

Área de interesse conduziu José Carlos para o curso de Engenharia Civil: exceção à regra (imagem: Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo)

Apenas em 2011, o Brasil deixou de colocar 60,3 mil engenheiros no mercado de trabalho. EsSe foi o número de matriculados em cursos de Engenharia que abandonou as aulas ao longo da graduação. A alta taxa de evasão, de 57%, tem aumentado nos últimos anos e é um dos fatores que contribuem para o déficit de profissionais no país, principalmente no setor público.

Não bastasse a desistência ainda na universidade, estudos mostram que apenas 48% dos engenheiros atuam na área após formados – porcentual que chega a 80% para médicos e dentistas, por exemplo. Para entidades de classe, a evasão e a baixa atuação na área – aliadas aos tímidos salários oferecidos no setor público – demonstram que o governo federal mira no alvo errado ao sugerir a contratação de engenheiros formados no exterior para atuar nas cidades brasileiras, na linha do programa Mais Médicos. A proposta está em fase de avaliação pelo Palácio do Planalto.

A falta de corpo técnico especializado nas prefeituras é apontado por gestores municipais e governo federal como o principal limitador ao acesso de verbas para obras e investimentos. Sem profissionais para elaborar projetos básicos e executivos consistentes, os gestores não conseguem pleitear recursos da União.

Segundo estimativa da Federação Nacional dos Engenheiros, o mercado de trabalho precisaria de pelo menos 60 mil engenheiros por ano, levando em conta um “cenário de expansão econômica”. No entanto, em 2011, 42,8 mil engenheiros se formaram no Brasil, conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Deficiência

Esse déficit poderia ser eliminado com folga caso a evasão nos cursos de Engenharia diminuísse ao menos pela metade. De acordo com estudo do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia, a principal causa das desistências é a deficiência na formação básica dos estudantes em Matemática e Ciências – disciplinas que permeiam grande parte das aulas dos futuros engenheiros.

“Muitos estudantes entram na faculdade e não conseguem acompanhar as disciplinas ligadas a cálculos. Aí, acabam desistindo porque não tiveram uma boa base”, resume o presidente da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge), Carlos Roberto Bittencourt.

A dificuldade em arcar com o custo da mensalidade nas universidades privadas – onde a taxa de evasão é de 60%, contra 40% nas públicas – e a falta de experiências práticas durante os cursos também são vistos como fatores desmotivantes.

Dilemas assustam futuros projetistas

Não é difícil entender os motivos que levaram o estudante José Carlos Bezerra Filho a optar pela Engenharia na hora de prestar o vestibular. Desde o ensino médio, o rapaz tinha intimidade com as disciplinas de Ciências Exatas, como Matemática e Física. No tempo livre, assistia a programas de tevê que detalhavam a construção de grandes pontes, prédios e ferrovias. O interesse pelos cálculos e projetos mirabolantes só cresceu e aí não deu outra.

Hoje, aos 24 anos, José Carlos cursa o terceiro período de Engenharia Civil na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Fora da sala de aula, atua em posições-chave de dois programas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) e do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), ajudando a promover palestras, oficinas e visitas técnicas para estudantes de Engenharia. É inclusive membro dirigente, eleito pelo voto de outros acadêmicos, do Crea Júnior, programa que tem o objetivo de aproximar os estudantes da realidade profissional.

Ele diz quer o mercado de trabalho e a remuneração salarial são alguns dos principais dilemas compartilhados pelos futuros projetistas. “Muitos alunos entram na faculdade pensando em atuar na área de construção pesada, no setor público. Mas, ao conhecerem os salários, se sentem desmotivados”, afirma. “Aí ou vão para o setor privado ou nem exercem a profissão. Quando deveria ocorrer o contrário. O Brasil hoje é um país carente de infraestrutura e precisa de bons profissionais nessa área”, completa.

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Congresso Paranaense dos Engenheiros Agrônomos – Cascavel


engeagroCidade: Cascavel
Data: 28/08/2013 a 30/08/2013
Promoção: Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel
Apresentação: O Congresso Paranaense de Engenheiros Agrônomos é um evento que reúne os Engenheiros Agrônomos de todo o Paraná visando a discussão de temas importantes para a agropecuária Paranaense. Promovido pela FEAP – Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná em conjunto com uma das Associações filiadas, este ano coube à AREAC – Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel, sediar e promover em parceria com a FEAP este evento, que é o maior evento da Agronomia Paranaense. De 28 à 30 de Agosto de 2013, em Cascavel, no Centro de Eventos, com o tema REDISCUTINDO O MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA, são esperados em torno de 600 Engenheiros Agrônomos para discutir os problemas e soluções deste tema que é importantíssimo para o futuro da agropecuária Paranaense. Nos tempos em que, na agropecuária, discute-se biotecnologia, agricultura de precisão, tecnologia de aplicação, máquinas modernas, entre outros, está ficando em segundo plano um dos maiores patrimônios do homem, o solo. Porém, é de vital importância que voltemos a discutir o Manejo e a Conservação do Solo e da água, tendo em vista os problemas que estão, novamente, começando a aparecer.
Programação: Serão três dias de evento, reunindo tudo o que ha de mais novo em pesquisas e materiais para Engenheiros Agrônomos contando com câmaras técnicas. Você pode acessar a programação no link http://www.areac.org.br/congresso/#
Público Alvo:
Profissionais do sistema CONFEA/CREA, estudantes e demais interessados.
Data e Horário:
28 a 30 de Agosto
28 17h às 21h
29 e 30 8h às 16h30
Local:
Centro de eventos de Cascavel.
Av. Rocha Pombo, próximo à Praça Itália
Investimento:
Categorias:
Até 30/07/2013
Profissional Não Sócio R$220,00
Profissional Sócio R$170,00
Estudante de Pós Graduação* R$150,00
Estudante de Graduação* R$130,00

Categorias:
Até 21/08/2013
Profissional Não Sócio R$240,00
Profissional Sócio R$220,00
Estudante de Pós Graduação* R$190,00
Estudante de Graduação* R$140,00

* Os estudantes deverão encaminhar uma cópia do comprovante de matrícula para o e-mail presidente@areac.org.br no ato da inscrição.
** Nos valores estão inclusos o almoço do 2º e do 3º dia do Congresso.
Política de Cancelamento e Desistência
Os cancelamentos solicitados antes de 26/07/2013 serão reembolsados, porém será retida uma taxa de R$ 40,00 para cobrir custos administrativos. Nenhum reembolso será aplicável a qualquer inscrição realizada após esta data. Como alternativa, a inscrição pode ser transferida a outra pessoa, sem qualquer custo. Os organizadores devem ser avisados da transferência por escrito, enviando e-mail para presidente@areac.org.br
Inscrições de Grupos
Para grupos interessados em fazer a inscrição, favor entrar em contato por pelo e-mail presidente@areac.org.br
Inscrições e mais informações:
As inscrições deverão ser realizadas somente via INTERNET, no site www.areac.org.br/congresso/ . Não serão feitas inscrições no local do evento. A validação da inscrição será feita somente após a efetivação do pagamento. Só serão aceitos os pagamentos realizados por meio do boleto enviado pela organização, pagamentos via depósito bancário não serão considerados.

Dilma estuda medidas para importar engenheiros


presidenta dilmaApós o Brasil reconhecer o diploma de engenheiros e arquitetos portugueses, a presidente Dilma Rousseff e seus ministros, já estão estudando uma maneira de facilitar a vinda de engenheiros estrangeiros para trabalhar no Brasil, assim como fez com profissionais da área da saúde, no Programa Mais Médicos.

Hoje, faltam nas prefeituras especialistas dispostos a trabalhar na elaboração de projetos básico e executivo, fundamentais para que a cidade possa receber recursos da União.

As travas no repasse de dinheiro já foram identificadas por Dilma como um dos obstáculos para que o Executivo consiga impulsionar o crescimento econômico e acelerar obras de infraestrutura – dois gargalos que poderão custar caro para a candidatura à reeleição.

O governo já investe hoje no estágio e na especialização de engenheiros brasileiros no exterior com o Ciência Sem Fronteiras, programa comandado pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação. Mas a ideia estudada no Palácio do Planalto é ir além, aproveitando os profissionais de fora já prontos, para que tragam expertise e preencham lacunas em regiões hoje desprezadas pelos brasileiros.

A proposta inicial é importar especialmente mão de obra de nações que enfrentam crise econômica e têm idiomas afins, como Portugal e Espanha.

O plano ainda está em estágio embrionário e setores técnicos do governo ainda não foram comunicados sobre a ideia. O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, acredita que o Mais Médicos pode até servir como uma experiência piloto. Entretanto, aposta mais na eficiência do Ciência Sem Fronteiras. “O ideal não é ter mais, porém melhores engenheiros dispostos a trabalhar em áreas carentes desses profissionais.”

Para se ter uma ideia, o Maranhão é hoje o Estado brasileiro que menos abriga empregados da área de engenharia. De acordo com dados do IBGE de 2010, a média é de 1.265 habitantes por engenheiro em todo Maranhão, seguido pelo Piauí (1.197 habitantes por engenheiro) e Roraima (1.023 habitantes por engenheiro). São Paulo é o que mais concentra esse tipo de profissional (148 habitantes por engenheiro).

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Brasil precisa ensinar matemática bem e ter mais engenheiros, diz CNI


DESEMPENHO EM MATEMÁTICA DE ALUNOS DE 15 ANOS

CNI

Fonte: CNI/OCDE/Pisa (2010)

No Brasil, a baixa qualidade da educação básica e das faculdades, e a pouca oferta de ensino profissionalizante atrapalham a inovação, a produtividade e a competitividade das empresas.

A avaliação consta do “Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022“. O estudo foi realizado em nove meses pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com participação de cerca de 500 representantes empresariais, e apresentado no dia 21 de maio.

O documento faz uma análise dos desafios do país para a próxima década na área industrial e apresenta dez pontos que a CNI considera fundamentais para melhorar a produtividade e a competitividade.

Segundo o mapa, os resultados em termos de qualidade da educação não são condizentes com o volume de recursos investidos na área. O investimento em educação no Brasil representa 5,7% do PIB, percentual próximo ao de países como Holanda, França e Estados Unidos.

Na última avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, realizado pela OCDE), em 2009, o Brasil ocupou a 54ª colocação, enquanto a Holanda ficou em 9º lugar, a França em 25º e os EUA em 26º.

A situação é pior quando o conteúdo avaliado é matemática, que coloca os alunos brasileiros na 57ª posição. . Esse estudo avalia alunos de 15 anos de idade.

Somente 15% dos jovens brasileiros acessam o ensino superior, o que equivale a 4 milhões de pessoas, sendo que a taxa de conclusão é de apenas 15,2% dos ingressantes, diz a CNI, citando dados do Senai de 2012).

Em 2010, havia cerca de 10 milhões de graduados –10% da população adulta brasileira–, enquanto no Chile essa taxa é de 25% e, na média da OCDE, de 30%.

A falta de profissionais qualificados em determinadas áreas é um gargalo para a inovação, diz a CNI. Na graduação tecnológica, os números são considerados “baixíssimos”: apenas 0,16% da população entre 20 a 29 anos frequentavam um curso desse tipo em 2007, enquanto 11,26% das pessoas na mesma faixa frequentavam cursos de graduação regulares.

A CNI destaca a “escassez de engenheiros”, cuja atividade possui um impacto amplo sobre muitos setores e atividades, sobretudo para a indústria. Somente 5% dos graduados no Brasil formam-se em engenharia.

Enquanto o país tem dois graduados em engenharia para cada 10 mil habitantes, no Japão, são 10,2 e na China, 13,4. Além disso, há a questão da qualidade dos profissionais formados, sobretudo das universidades privadas, que é considerada baixa.

GRADUADOS EM ENGENHARIA PARA CADA 10 MIL HABITANTES

CNI
Fonte: Uol.com

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