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22 de dezembro – Dia da Consciência Ecológica


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No dia 22 de dezembro comemoramos o Dia da Consciência Ecológica, data instituída em homenagem a Francisco Alves Mendes Filho, conhecido como Chico Mendes. Chico lutava contra a exploração e desmatamento da floresta amazônica e foi assassinado em 22 de dezembro de 1988.

Seguindo o ofício do pai, Chico Mendes começou a trabalhar como seringueiro ainda aos nove anos de idade. Indignado com as condições de vida dos trabalhadores e moradores da região amazônica, tornou-se um líder da resistência pacífica. Organizou os trabalhadores para protegerem o ambiente, suas casas e famílias contra a violência e destruição dos fazendeiros, ganhando apoio internacional.

Participando ativamente da luta dos seringueiros para impedir o desmatamento, Chico montou o Conselho Nacional de Seringueiros, uma organização não governamental criada para defender as condições de vida e de trabalho das comunidades que dependem da floresta. Atuou também na luta pela posse da terra contra os grandes proprietários e, assim, entrou em conflito com donos de madeireiras, seringais e fazendas de gado.

Em 1985, já envolvido com sindicatos e com política, liderou o Encontro Nacional dos Seringueiros. A luta, nesse momento, começou a ganhar repercussão nacional e internacional, com sua proposta de “União dos Povos das Florestas”, que pretendia unir interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazônica.

Transformado em símbolo da luta para defender a Amazônia, Chico Mendes recebeu a visita da Unep (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e, em seguida, foi convidado a apresentar suas denúncias no Congresso Norte-Americano. O resultado foi imediato: em um mês, os financiamentos aos projetos de destruição da floresta foram suspensos. Chico foi acusado por fazendeiros e políticos de prejudicar o “progresso do estado do Acre”. Pouco mais de um ano depois, foi assassinado na porta de sua casa.

“Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia, então eu quero viver”, disse Chico Mendes em um de seus últimos discursos.

Somente vinte anos depois da sua morte, em 2008, por decisão do Ministério da Justiça, Chico Mendes foi anistiado nos processos de subversão que, durante sua vida, corriam contra ele.

Chico Mendes é apenas um dos nomes que marcaram a história do Brasil. Milhares de outros “Chicos” estão espalhados por todo o país, comprometidos com essa mesma causa, não somente no dia 22 de dezembro, mas em todos os dias do ano.

Faça você também a sua parte!

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Texto adaptado dos sites:
https://pensareco.blogspot.com.br/2014/12/22-de-dezembro-dia-da-consciencia.html
http://amanari.org.br/ecologica/

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