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Reator de Chernobyl recebe cobertura que deve proteger a população pelos próximos 100 anos


Sarcófago começa a ser movido em direção ao reator

Um arco gigante, destinado a cobrir lixo radioativo do acidente nuclear de Chernobyl (1986), começou a ser colocado no local nesta semana, com o objetivo de proteger gerações futuras, impedindo o vazamento de material radioativo pelos próximos 100 anos. A instalação deve ser concluída até o fim do mês de novembro.

A estrutura de 275 metros de largura, 165 metros de comprimento e 108 metros de altura, que pesa mais de 36 mil toneladas, está sendo posicionada sobre o reator da antiga usina nuclear com ajuda de um sistema hidráulico.

O novo sarcófago foi construído a cerca de 330 metros do reator. De acordo com o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, o principal patrocinador do projeto, o arco custou 1,5 bilhão de euros.

“O início da colocação do arco sobre o reator 4 na usina nuclear de Chernobyl é o princípio do fim de uma luta de 30 anos com as consequências do desastre de 1986”, disse o ministro do Ambiente ucraniano, Ostap Semerak.

Atualmente, há mais de 200 toneladas de urânio no interior do reator destruído. Segundo o banco europeu, o arco é um dos projetos mais ambiciosos da história da engenharia.

chernobyl

O desastre

No dia 26 de abril de 1986, um teste malfeito na usina nuclear de Chernobyl desencadeou uma explosão que resultou num incêndio, numa série de explosões adicionais e num derretimento nuclear. As nuvens expelidas de material radioativo forçaram milhares de pessoas a abandonarem suas casas.

O desastre foi ocultado pelas autoridades do Kremlin durante semanas. Ao menos 30 pessoas morreram no local, mas o maior acidente causado pelo homem levou à morte a milhares de pessoas devido à radiação, que atingiu vastas áreas da zona ocidental da antiga União Soviética.

Na época, trabalhadores convocados em toda a ex-União Soviética para limpar e conter a disseminação de material radioativo construíram um bloco de cimento em volta do reator, mas essa estrutura corre o risco de ruir.

Fontes:
Jornal o Povo
Jornal Econômico

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