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Brasileiros criam tecnologia inovadora e ganham prêmio na Alemanha


Caroline Dallacorte e Thales Akimoto  (Foto: Acervo Pessoal)

Caroline Dallacorte e Thales Akimoto (Foto: Acervo Pessoal)

Os brasileiros Caroline Dallacorte e Thales Akimoto, de Chapecó, em Santa Catarina, ficaram em primeiro lugar na competição Advanced Materials Competition (AdMaCom), que tem como objetivo incentivar startups a criarem novas tecnologias.

A dupla se conheceu na UnoChapecó, onde Dallacorte cursou engenharia de alimentos e, Akimoto, engenharia elétrica. Em 2015, eles criaram a PackID Soluções em Tecnologia,startup que desenvolve soluções para monitoramento inteligente da temperatura de alimentos. “Comecei a estudar sobre monitoramento e temperatura durante a graduação, mas nunca tinha pensado em empreender”, conta Dallacorte, que atualmente faz mestrado em tecnologia e gestão da inovação na mesma universidade, em entrevista à GALILEU.

A startup foi contemplada pelo Sinapse da Inovação, projeto regional que incentiva a criação de empresas por meio de projetos universitários, e após a participação, foi umas das 20 selecionadas entre 150 candidatos para fazer parte do AdMaCom,competição organizada pela Innovation Network for Advanced Materials.

Os selecionados passaram seis semanas em Berlim, na Alemanha, onde participaram de workshops e treinamentos com empreendedores experientes para aprimorarem seus produtos e planos de negócios. No fim do processo, que ocorreu entre agosto e outubro, aPackID foi agraciada com o primeiro lugar na edição de 2016 do programa e ganhou um prêmio de 10 mil euros para serem investidos na empresa.

 

Tecnologia

Dallacorte e Akimoto desenvolveram um aparelho que usa a tecnologia de identificação por radiofrequência e um sensor de temperatura para monitorar os alimentos em tempo real e por meio de dispositivos móveis.

Os principais clientes em potencial são da indústria de alimentos, mas o uso do dispositivo da PackID pode ter impacto até mesmo no consumidor final. “A ideia é diminuir a perda de cargas de produtos, assim economizamos dinheiro, reduzimos o desperdício e diminuimos as chances de o produto chegar deteriorado no mercado para oconsumidor”, explica Dallacorte.

No momento os empreendedores buscam mais investidores — se tudo der certo, a  tecnologia desenvolvida por eles pode estar disponível em cerca de um ano.

 

Fonte: Revista Galileu – Globo.com

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