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Brasil dentre os contemplados com maior número de bolsas do Google em 2016


Brasil é o país da América Latina com maior número de pesquisas contempladas pelo programa de bolsas do Google em 2016

O Google anunciou no mês passado os 24 projetos acadêmicos vencedores do programa de Bolsas de Pesquisa Google para a América Latina. O anúncio foi feito no Centro de Engenharia da empresa na América Latina, localizado em Belo Horizonte. Só o Brasil foi contemplado com 17 bolsas, o país com maior número de vencedores, informou o Google. Argentina, Chile e Peru receberam uma bolsa cada e o México foi contemplado com duas bolsas.

“Os projetos ganhadores se destacam em termos de impacto, originalidade e qualidade, e estão dentro das áreas chave de interesse para o Google”, explicou o diretor de engenharia do Google no Brasil, Berthier Ribeiro-Neto, que coordenou a seleção dos projetos.

Durante um ano, os professores e estudantes de pós-graduação vencedores receberão bolsas de estudo mensais para conduzir pesquisas de vanguarda em áreas relacionadas à Ciência da Computação. No total, o Google vai destinar 600 mil dólares à premiação.

Segundo a companhia, a edição 2016 do programa recebeu 473 inscrições de projetos de pesquisa de 13 países, um número recorde. O programa é resultado de um programa-piloto lançado no Brasil em 2013.

Universidades públicas em destaque

A maior parte dos projetos de pesquisa do Brasil é proveniente de universidades públicas, totalizando 15 universidades. As mais premiadas são a UFMG, com 5 projetos, seguida de USP e Unicamp, cada uma com 3 projetos. Dos 17 vencedores brasileiros, dois projetos são da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Todos os projetos vencedores buscam aplicar a tecnologia na resolução de problemas da sociedade, em áreas como saúde, meio ambiente, cultura e acessibilidade, ressalta o Google.

Dois projetos da Unicamp se propõem a usar machine learnig para a triagem de doenças a partir de imagens. A tecnologia será usada para amparar o diagnóstico precoce do melanoma, principal causa de morte por câncer de pele, e a retinopatia diabética, uma complicação do diabetes que pode levar à cegueira. O objetivo é criar sistemas automatizados para diagnosticar essas doenças.

Pesquisadores da UFMG pretendem usar big data para determinar regiões de infecção de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O plano é determinar “zonas quentes” a partir de dados massivos de trajetórias dos usuários.

Outro projeto selecionado pelo programa do Google é uma pesquisa da USP-São Carlos que visa resolver os desafios de comunicação de pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e a Distrofia Muscular de Duchenne.

Em alguns estágios dessas doenças, pacientes usam ferramentas de entrada de texto pelo olhar. No entanto, a maioria dessas ferramentas sofrem com a natureza ruidosa do olhar humano. A pesquisa espera melhorar os sistemas de inserção de texto pelo olhar com base em modelos de erro, para alcançar a taxa de entrada do usuário mais rápido e reduzir a fadiga ocular devido a erros de digitação.

Os prêmios incluem ajudas mensais tanto para o estudante quanto para o professor que assessora o projeto. Os estudantes de doutorado recebem 1200 dólares por mês, enquanto os professores recebem 750 dólares mensais. Os estudantes de mestrado recebem 750 dólares por mês, enquanto seus professores ficam com 675 dólares mensais. As bolsas valem pelo período de um ano com possibilidade de renovação anual por até dois anos para estudantes de mestrado e três anos para os de doutorado.

Fonte: Terra Tecnologia

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