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O fascínio dos robôs


Daniel Caron / Gazeta do Povo / Luiz Gustavo Ribas começou a carreira com um curso técnico

Luiz Gustavo Ribas começou a carreira com um curso técnico

Os robôs exercem grande fascínio em estudantes de Engenharia interessados por tecnologia, principalmente pela ideia de projetar e desenvolver algo que facilite processos de produção e até atividades domésticas. Porém, para se dedicar exclusivamente à robótica, é preciso ter em mente que o mercado é restrito no Brasil.

Como a fabricação das máquinas é um processo caro, que envolve a importação de peças, o país produz poucos robôs. Por isso, o trabalho fica mais voltado à programação e à manutenção. Segundo o professor de Automação e coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná, Ewaldo Luiz Mehl, a área que mais usa a robótica hoje é a indústria automobilística. “Mesmo assim, são necessárias apenas uma ou duas pessoas para cuidar de cada 300 robôs.”

Com mercado escasso, é natural que o profissional preparado para atuar com robôs entenda também de automação, área que emprega muito mais no país, segundo Mehl. Nesse caso o engenheiro será responsável por controlar máquinas, como as que estabilizam a temperatura de um forno industrial ou as que colocam tampas em garrafas.

Criatividade é fundamental

Para exercer a robótica ou a automação não basta se interessar por tecnologia. É preciso ser criativo, ter habilidade em Física e Matemática, ter vontade de desenvolver soluções e facilitar os processos produtivos de uma fábrica, empresa ou residência.

Com todas essas características, o estudante do 4.º ano de Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Luiz Gustavo Ribas trabalha hoje com automação no Departamento de Mecânica do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), mas sua jornada de capacitação começou cedo. Antes de entrar na graduação, fez um curso técnico em Mecatrônica. Atualmente, Ribas e um colega também começaram a desenvolver robôs para uma empresa que pretendem abrir. As máquinas serão usadas para inspecionar esgotos e dutos de ar condicionado. “Ainda estamos no começo, mas a ideia foi nossa. Desde o projeto até a construção.”

Humanoides

Mesmo que a maioria dos robôs tenha o aspecto de uma máquina normal, equipamentos com características humanas alimentam o imaginário das pessoas. Os humanoides existem e alguns são projetados para facilitar serviços domésticos, ajudar professores na escola e até distrair crianças hospitalizadas. “Embora no início, temos empresas pequenas no Brasil que desenvolvem esse tipo de robô. Não é um mercado consolidado, mas tende a crescer”, comenta o professor de Engenharia Mecânica da Universidade Positivo Rodrigo Pierezan.

Preparo acadêmico vem de outras graduações

Não existe um curso específico para trabalhar com robótica, mas há várias graduações que contêm a disciplina, como Engenharia Mecânica, Elétrica e Mecatrônica. Todas preparam para a robótica e a automação. Existem também cursos técnicos de Mecatrônica, que – embora não forneçam as mesmas competências que uma graduação – capacitam os alunos para atuar na área, principalmente para o controle de máquinas.

A diferença entre a formação de um técnico e de um engenheiro pode ser vista no salário. Para recém-formados em curso técnico, os valores ficam entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil. Novos engenheiros costumam ganhar de R$ 2,5 mil a R$ 15 mil. Os dados são de Marcelo Gaiotto, professor do Curso Técnico em Mecatrônica do Tecpuc.

Fonte: Gazeta do Povo

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