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Universitários fiscalizam junto com o TCE as obras da Copa no Paraná


Com o início do calendário letivo, 27 estudantes de Engenharia Civil da UFPR devem acompanhar os trabalhos do Tribunal de Contas do Estado nos 12 projetos de infraestrutura em Curitiba e Região Metropolitana. Intercâmbio pode servir como piloto para cooperação educacional em outras áreas

A partir do final de fevereiro, 27 estudantes de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR) passarão a auxiliar os servidores do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) na fiscalização das doze obras que estarão sendo executadas em Curitiba e Região Metropolitana para a Copa do Mundo de 2014. Convênio com essa finalidade foi assinado nesta terça-feira (31 de janeiro), na sede do TCE-PR, entre as duas instituições.
“Trata-se de mais um passo no sentido de instituir a auditoria social como prática do TCE, integrando a sociedade no processo de fiscalização da coisa pública”, explicou o presidente do Tribunal, conselheiro Fernando Augusto Mello Guimarães. Para o reitor Zaki Akel Sobrinho, o convênio, além de melhorar a formação dos futuros engenheiros, reforça a identidade da UFPR, fortemente atrelada à educação voltada à cidadania. “Sempre buscamos uma formação além da base curricular, com contribuição social, em temas concretos e de interesse público, como neste convênio para a Copa em Curitiba”, destacou.
O acordo com a UFPR se soma ao programa já desenvolvido pelo TCE com as sete universidades estaduais. Denominada Plano Anual de Fiscalização Social (PAF Social), a parceria reúne cerca de 400 universitários, integrados a um processo de auditoria nos municípios. As áreas contempladas são o transporte escolar, distribuição de medicamentos e destinação de resíduos orgânicos, além da definição de indicadores municipais de gestão. “A transparência da ação do Tribunal de Contas só tem a ganhar com essa garotada, que terá muito a aprender e muito a colaborar com nossos técnicos”, disse Guimarães.

As obras fiscalizadas
Pelo convênio, os universitários – 24 de graduação e três de pós-graduação – vão assessorar a Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura do TCE na fiscalização de 12 obras, que somam cerca de R$ 560 milhões.  Em Curitiba, as obras são o Sistema Integrado de Mobilidade, requalificação do corredor da Avenida Marechal Floriano, reforma da Avenida Cândido de Abreu, extensão da Linha Verde Sul, requalificação da Rodoferroviária e seus acessos, reforma e ampliação do terminal do Santa Cândida e o corredor Aeroporto/Rodoferroviária.
Na Região Metropolitana serão executados o Sistema Integrado de Mobilidade, o projeto de Vias de Integração Radiais Metropolitanas e o Corredor Metropolitano, que vai implicar na requalificação e implantação de diversas vias.
No início de fevereiro, o Departamento de Construção Civil da UFPR, que é coordenado pelo professor Mauro Lacerda Santos Filho, vai publicar edital para qualificação dos estudantes que participarão do projeto. Eles devem ser selecionados até o final do mês, quando iniciam os trabalhos. Cada participante receberá uma bolsa-auxílio de R$ 690,00 mensais, para alunos de graduação, e R$ 1.200,00 para os de pós-graduação.

Qualidade de obras
A princípio, o projeto está voltado às obras da Copa, mas poderá ser ampliado para outros setores e cursos da universidade. “A participação dos universitários nos trabalhos de campo possibilitará que a universidade seja parceira do TCE na difusão de boas práticas de construção civil, garantindo maior qualidade às obras e possibilitando o desenvolvimento de novas tecnologias e modelos”, afirma Lacerda, professor da UFPR há 33 anos.
O coordenador de Engenharia e Arquitetura do TCE, Luiz Henrique de Barbosa Jorge, e o presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas (Ibraop), Pedro Paulo Piovesan de Farias, gerente de Relações Interinstitucionais do TCE, concordam que a parceria é também um grande incentivo para o futuro profissional dos participantes. Engenheiros civis, ambos são egressos da UFPR.
“O Brasil precisa de engenheiros qualificados para erguer e vistoriar não só obras públicas, mas construções de todo o tipo”, defende Farias, para quem o desabamento dos prédios no Rio de Janeiro, ocorrido na semana passada, é sintomático dessa carência. De acordo com Barbosa Jorge, mesmo que não venham a trabalhar em órgãos públicos, os alunos terão condições de verificar, nas inspeções e relatórios, quais critérios são exigidos das empreiteiras.

Fonte: TCE – Coordenadoria de Comunicaçao Social

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