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Programa federal oferecerá 100 mil bolsas de estudo


Benefícios serão oferecidos até 2015 no ensino superior e contam com o apoio de empresas e instituições de ensino nacionais e estrangeiras.
Pouco mais de R$ 3 bilhões serão investidos em bolsas de estudos para graduação e pós-graduação até 2015. O objetivo do programa federal Ciência sem Fronteiras é, em parceria com instituições estrangeiras, oferecer oportunidades a estudantes fora do país e atrair pesquisadores para o Brasil, contribuindo para a formação de recursos humanos e proporcionando reflexos positivos na qualidade do ensino no país. Serão oferecidas 100 mil bolsas de diversas modalidades com o apoio da iniciativa privada, que ficará responsável por cerca de 25% dos benefícios.

Durante o lançamento oficial do programa, na terça-feira passada, foram lançados 11 editais, que oferecem 12,5 mil vagas para graduação-sanduíche, tecnólogos, doutorados plenos e sanduíche, além de editais para pesquisadores estrangeiros participarem de pesquisas em instituições de ensino superior brasileiras. As inscrições podem ser feitas até 15 de janeiro de 2012.
Seis empresas firmaram parceria para garantir o financiamento das bolsas. Elas vão passar o valor integral às agências de fomento de pesquisa brasileiras – Coordenação de Aperfeiçoa¬men¬¬to de Pessoal de Nível Su¬¬pe¬¬rior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) –, que farão o repasse aos alunos. Já confirmaram participação a Federação Brasileira de Bancos (6,5 mil bolsas), a Confederação Nacional das Indústrias (6 mil), a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (5 mil), a Petrobras (5 mil), a Eletrobras (2,5 mil) e a Vale do Rio Doce (1 mil).
Detalhes
A oferta de vagas é ampla, mas a procura pode ser menor que a esperada. “Para que o aluno seja aprovado e cumpra os requisitos do edital, precisa ter alto grau de competitividade e agora, precisamos ir atrás de alunos que preencham esse perfil”, avalia o assessor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Siqueira.
Os editais oferecem vagas em universidades da Alemanha, Itália, Reino Unido, França, Es¬¬tados Unidos e Canadá. Os alunos selecionados ganham passagens de ida e volta, além da isenção de taxas escolares. Recebem também bolsas de estudo durante o período de estada no exterior e seguro saúde. O período de permanência fora do país depende do edital e da disponibilidade das instituições que receberão os alunos.
“O programa é interessante porque grandes universidades estão sendo requisitadas. Isso vai facilitar a aproximação delas com as instituições brasileiras e isto é muito positivo porque vai internacionalizar as pesquisas nacionais”, comenta Siqueira.
O programa elencou campos prioritários, que envolvem formações nas áreas de exatas e tecnologia. Os cursos relacionados à área de Humanas, como Economia, Letras, Filosofia e Ciências Sociais, por ora, ficaram de fora. “Mas o compromisso do governo é estudar uma maneira de incluir também essa área, em um segundo momento do programa”, garante o assessor.
De acordo com ele, a principal barreira é a proficiência no idioma dos países que participam do programa. “Vemos que muitos alunos não têm o domínio da língua estrangeira e teremos de fazer um esforço neste sentido”, considera.
Primeira turma embarca em janeiro
No início do ano que vem, 616 alunos de graduação embarcam para os Estados Unidos, onde passarão um ano em intercâmbio. Eles são os primeiros selecionados do programa federal Ciência sem Fronteiras, inscritos na primeira chamada pública, lançada em julho passado.
Entre as instituições contempladas, estão 14 universidades paranaenses, como a Uni¬-versidade Positivo, que enviará dois alunos para estudar fora. “Os jovens que estão cursando a graduação têm oportunidade ímpar com tamanha chance de estudar fora do país”, afirma a coordenadora de Pesquisa da universidade, Vanete Soccol. De acordo com ela, a instituição está programando atividades extras para incentivar os alunos a participar do programa e desenvolver pesquisas científicas. “Os alunos precisam se preparar, ter domínio da língua do país para onde vão e bons projetos de pesquisa”, indica.
Novas ideias
Um dos estudantes que fará o intercâmbio no ano que vem é Ricardo Parolin Schnekenberg, aluno de Medicina. Para ele, a oportunidade é valiosa. “A carreira acadêmica é uma das formas de trazer as novas ideias da medicina para o país”, diz. Uma das exigências do programa é que os alunos retornem ao Brasil após o término do intercâmbio.

Fonte: Gazeta do Povo

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2 Respostas

  1. Ótima iniciativa do governo!

  2. Aproveito para dar os parabéns pela matéria e pelo blog!

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