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As microrevoluções do TEDxJovem@Ibira


 Neste final de ano, que tal pensar em microrrevolucionar algo no seu dia-a-dia que você considera que precisa de mudança? Aquele projeto que está na gaveta pode entrar nas resoluções de ano novo, afinal, só com o primeiro passo é possível caminhar para promover mudanças, mesmo que pequenas.

E justamente para mostrar que revoluções na escala “micro” fazem toda a diferença, aconteceu em São Paulo, no começo de dezembro, o TEDxJovem@Ibira. “Mais do que um evento de palestras, queríamos realizar um momento de reflexão, para instigar o público a repensar seu papel no mundo”, disse André Gravatá, o idealizador desta edição.

TED é a abreviação de Technology, Entertainment, Design (Tecnologia, Diversão, Design). O evento foi criado nos EUA em 1984 com a missão de apresentar “ideias que merecem ser espalhadas”. É uma forma de transformar palco e plateia em espaços de troca de experiências e situações que inspiram pessoas a fazer a diferença no mundo.

Todos os anos, o TED faz dois grandes eventos, com plateia selecionada (e disputada!): o TED Conference, na Califórnia, e o TED Global, em Edinburgh, no Reino Unido. Os eventos têm como objetivo levar “pessoas fascinantes” que tem o desafio de falar sobre suas vidas (projetos, ideias…) em até 18 minutos – o tempo é um dos segredos de sucesso do TED. Nesse tempo, é difícil uma palestra ficar cansativa. Prender a atenção do público em poucos minutos é a grande sacada.

O site do TED disponibiliza as melhores “palestras e performances”. São mais de 900 vídeos que podem ser vistos e reproduzidos livremente, alguns com legenda.

Segundo o site, hoje o evento é o que melhor representa uma comunidade global, com “pessoas de várias culturas que procuram um entendimento mais profundo do mundo”.

TEDx quer dizer TED “independente”. Se a proposta é espalhar boas ideias, nada melhor do que disponibilizar o formato do evento para pessoas interessadas em promovê-lo em qualquer lugar do mundo (inclusive aqui no Brasil, viu?).

Assim, um TEDx é um evento licenciado pelo TED, porém planejado e coordenado de forma autônoma por um grupo de pessoas. É uma forma de “dar a comunidades, organizações e indivíduos a oportunidade de estimular o diálogo por meio da experiência do TED”.

Qualquer pessoa pode organizar um TEDx (pra começar, tem que entrar no site e solicitar uma licença). “A partir do TEDx, outros projetos vão surgindo, em um ciclo interminável”, comenta André. “Ao ganharmos essa permissão, também nos conectamos automaticamente com uma enorme rede de pessoas interessadas em mudanças no mundo – essas pessoas vieram nos procurar das mais variadas maneiras. Mais do que o formato das palestras, o interessante do TED é a rede que tem se formado ao redor dessa ideia.”

Foto: Deborah Dubner

 O evento TEDxJovem@Ibira reuniu cerca de 100 jovens na UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, em um domingo inteiro de encontros e ideias inspiradoras apresentadas com um tema como ponto de partida: as microrrevoluções.

Para André, a importância do assunto está no foco em problemas locais, que são tão importantes quanto os “macroproblemas”. Além disso, “as microrrevoluções resumem o espírito transgressor do jovem, que desafia o status quo”. E aí, você se identifica com essa transgressão com cara de microrrevolução?

Tudo foi pensado nos mínimos detalhes: desde a decoração do palco, com materiais reaproveitados (como cabos de vassoura para sustentar as letras da MICRORREVOLUÇÃO), até os crachás dos participantes, feitos com papel semente. Sem contar a comida gostosa e natural oferecida nos intervalos, sem descartáveis, e intervenções artísticas como teatro, música e ilustrações das palestras em tempo real.

Um dos destaques foi a palestra de Luyando Katenda, que, com 16 anos, é embaixador do UNICEF pelos direitos das crianças na Zâmbia, além de participar da formação de redes que lutam pelo meio ambiente e pelos direitos das crianças.

A norte-americana Gail Mooney contou um pouco da história do seu filme Opening Our Eyes, produzido em parceria com a sua filha, em uma viagem por mais de 90 países, para mostrar pessoas que estão mudando o mundo e fazendo suas “microrrevoluções”. Ao final, ela compartilhou três dicas:

– Seja útil: encontre algo com o qual queira contribuir
– Seja você mesmo: “desligue” o barulho em volta
– Seja gentil: tudo o que vai, volta

A programação foi intensa (com vários outros palestrantes inspiradores!) e até o final de dezembro todos os vídeos estarão disponíveis no site do evento. Pra quem não acompanhou na transmissão ao vivo (e pra quem acompanhou também!), vale a pena ver, rever e compartilhar.

Dentre muitas lições, o evento deixa uma importante que vale dividir: “a menor e mais importante microrrevolução que existe é a individual”.

Você já pensou na sua microrrevolução? O que na sua vida, na sua cidade ou na sua comunidade precisaria de uma? Compartilhe aqui!

Fonte: Revista Super Interessante

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