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Jovens buscam diploma e experiência no exterior


Escolher em qual instituição de ensino fazer a graduação é uma decisão importante e o leque de possibilidades aumenta cada vez mais. “Apesar de não existirem dados oficiais, é possível notar um crescimento no número de brasileiros que procuram faculdades estrangeiras em relação à década passada”, diz Cezar Tegon, diretor de novos projetos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). Segundo ele, os principais motivos dessa procura são a excelência no ensino e os bons preços oferecidos lá fora.

Em busca de um curso de Medicina financeiramente viável, Cassiano Mariani encontrou na Argentina a oportunidade que queria. Em Buenos Aires, a média das mensalidades é de R$ 800, enquanto o valor pode chegar a R$ 5 mil no Brasil. Ele começou o curso no Instituto Universitario de Ciencias de la Salud Fundación Hector A. Barceló em 2009 e está satisfeito. “A Argentina tem dois prêmios Nobel de Medicina”, orgulha-se.

Outra facilidade é o ingresso, sem vestibular. Todos os inscritos têm vaga garantida para o primeiro ano de curso – uma espécie de preparatório – e quem consegue atingir a média necessária continua a graduação.

Para garantir todos os trâmites legais referentes à mudança, Mariani recorreu a uma empresa especializada, como a maioria dos jovens na mesma situação. “Só a nossa empresa atende em média 1,2 mil jovens por ano”, diz Kleber Rezende, diretor-geral da Vive en Buenos Aires. A empresa é credenciada pelo governo argentino e tem parceria com o consulado, o que facilita a obtenção do visto e documentação. Também ajuda a encontrar moradia e oferece aulas de Espanhol. De acordo com Rezende, os cursos mais procurados por lá são das áreas de saúde e de exatas.

Para quem quer enriquecer o currículo com o nome de uma universidade estrangeira, mas não está disposto a encarar os desafios de uma graduação completa fora do Brasil, a melhor alternativa é fazer um intercâmbio durante a faculdade. “É o ideal, pois o estudante agrega a experiência de morar fora sem perder o vínculo com o Brasil”, opina Cezar Tegon, da ABRH.

A estudante de Agronomia da UFPR Mariana Niederheitmann já está três meses em Rennes, na França, onde passará um ano estudando na Universidade Agrocampus Ouest. O intercâmbio é uma iniciativa da Capes, que possui um Programa de Cooperação Franco-Brasileira com universidades parceiras.

O período no exterior vai atrasar a formatura em um ano, mas, para a estudante, vale a pena. “O aprendizado e o desafio de tornar-se fluente na língua aperfeiçoam competências como inteligência emocional, responsabilidade social e visão abrangente. Posso sentir os benefícios a cada nova situação aqui”, diz a estudante, que saiu do Brasil com nível intermediário em Francês.

Esse é o caminho que a estudante de Engenharia Química da UFPR Leticia Vitola Pasetto pretende seguir. Para isso, ela procura garantir boas notas na faculdade e se dedicou durante dois anos a estudar Francês. O processo de seleção leva em conta o rendimento acadêmico, currículo, proficiência na língua e entrevista com os coordenadores do programa na UFPR. Para ela só falta a última etapa. “A área de tecnologia de ponta é muito desenvolvida na França e existem muitas multinacionais no Brasil. Estudar lá vai trazer vantagens futuramente.”

Esteja atento às dicas para aproveitar a viagem:
Verifique a grade de disciplinas que o curso oferece e compare com as opções brasileiras.
– Converse com alguém que já tenha feito o curso e pergunte sobre o processo de revalidação.
– Língua: É bom ter pelo menos o nível intermediário, mas algumas instituições pedem certificados, principalmente em inglês. (Lelts para Inglaterra e Toefl para os EUA).
– Economize: Manter-se em outro país exige gastos extras, por isso é bom se planejar, começar a poupar com antecedência e fazer a conversão monetária quando for necessário.
– Fique atento à documentação. Para passar longos períodos, a maioria dos países exige um visto especial.

Você ja pensou em estudar fora do país?

Fonte: Gazeta do Povo

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