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O “boom” de projetos científicos


A invasão de formigas na agricultura, o desgaste provocado pelos exercícios físicos na terceira idade e o aparecimento de uma nova estrela são assuntos de projetos de pesquisa contemplados com a verba disponibilizada pela Fundação Araucária, órgão de fomento estadual que há 10 anos financia o desenvolvimento de projetos em todas as áreas de conhecimento. No último edital de pesquisa universal, que está em período de análise dos projetos apresentados, a fundação recebeu um número recorde de inscrições. Foram 1.435 projetos enviados neste ano por pesquisadores e cientistas – aumento de 51% em relação às 950 inscrições de 2010.

Seriam necessários R$ 44,7 milhões para contemplar todos os trabalhos inscritos. Apesar de estar longe de atender a toda a demanda, a verba disponível aumentou neste ano. Somente para esse edital foram R$ 7,5 milhões, quase o dobro do ano passado. Para o presidente da fundação, Paulo Brofman, a meta é aumentar esse valor para R$ 10 milhões no ano que vem, decisão que depende da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O aumento permitiria saltar dos 18% de projetos atendidos para 25%, segundo Brofman. “Boa vontade existe. Se tiver disponibilidade, vamos agregar. A quantidade de pesquisa que está sendo realizada muito nos orgulha e esse aumento ano a ano demonstra o grande potencial de pesquisa que o Paraná tem. Provavelmente um resultado também do aumento no número de cursos de pós-graduação no estado”, diz.

Qualidade

Os projetos estão mais numerosos e não deixaram a qualidade para trás. A avaliação das propostas inscritas será feita nesta semana pela Fundação Araucária e deve dar muito trabalho aos comitês de cada área, formados por pesquisadores de diferentes universidades. Os projetos são julgados de acordo com a relevância social e benefício que podem trazer para a comunidade. Segundo Alessandra Carraro, técnica do setor de Projetos da fundação, cerca de 70% das propostas costumam ser aprovadas no mérito, mas sem recursos. Ou seja, poderiam ser contemplados caso houvesse mais verba disponível. “Eles ficam em uma espécie de banco e podem ser contemplados se surgem mais recursos, pois já foram aprovados em um trabalho imenso das comissões”, diz.

No Paraná algumas das áreas que têm a maior demanda por recursos para projetos são as da Saúde, Biologia, Engenharia e Ciências Agrárias.

Desafiante

Um pesquisador precisa ser apaixonado pela própria pesquisa e não ter medo de desafios. O primeiro passo é escolher um tema de pesquisa e encontrar a universidade em que seja possível desenvolver o estudo. A dica é da mestranda Danuta Leão, 25 anos. Assim que se formou em Publicidade e Propaganda na Universidade da Amazônia (Unama), deixou Belém do Pará e veio a Curitiba fazer uma pós-graduação na Universidade Tuiuti (UTP).

A entrada no mestrado em Comunicação e Linguagens veio na sequência e depois a estudante buscou uma bolsa no CNPq. “O aluno tinha de ter cursado um ano, não podia trabalhar e, como critério de desempate, tinha de ter publicações em congressos. Recebi a bolsa e hoje cuido da editoração eletrônica da revista do programa do mestrado”, conta. Em dezembro, Danuta termina as disciplinas e os créditos e volta para Belém. “Voltarei a Curitiba para defender minha dissertação em fevereiro ou março. Apesar de estar quatro anos e meio morando longe da minha família, eu amo morar em Curitiba e sei que todo o esforço vai valer a pena.”

>>> Você já conseguiu alguma bolsa de pesquisa? Que dicas podemos dar a quem está começando agora? Deixe o seu comentário!

Fonte: Gazeta do Povo

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