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Arquitetura para um lar mais aquecido


Trabalho desenvolvido por alunos da UFPR constata que casas e apartamentos de Curitiba não foram projetados para proteger do clima frio da capital paranaense.

Um trabalho desenvolvido por alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) constatou que muitas casas e apartamentos de Curitiba não foram projetados e nem construídos para proteger das temperaturas mais geladas. Os alunos analisaram diferentes tipos de moradias na capital, como barracos, sobrados, casas em condomínios, apartamentos no Centro, no Ecoville, entre outros.

Desafio
O arquiteto e professor da UFPR Aloísio Schmid autor do livro A ideia de conforto: reflexões sobre o ambiente construído, diz que o clima da cidade, classificado como temperado superúmido, representa um desafio para a arquitetura. “Temperado não pressupõe temperaturas amenas, mas a alternância de temperaturas baixas no inverno, e altas no verão; e super-úmido significa que apresenta uma alta umidade”, explica. De acordo com Schmid, seria mais fácil se o clima fosse somente frio ou quente.

A verdade é que as edificações da cidade, constatou o professor, não são preparadas para estes extremos do clima. “Em geral, procura-se maximizar o aproveitamento do terreno, a frente para a rua, a praticidade da circulação ou a estética. Raramente se observam os princípios da chamada arquitetura bioclimática”. A arquitetura bioclimática é aquela que considera as condicionantes do clima e do local, de modo a proporcionar conforto térmico e iluminação com baixo consumo de energia.

Espessura
Outro fator que contribui para deixar a casa mais parecida com um “frigorífico” é o descuido com espessuras, de paredes e janelas, exageradamente pequenas; aberturas orientadas ao Sul; ventilação exagerada; aberturas desprotegidas por cortinas, à noite; e ambientes grandes demais. “Mas o que compromete são as janelas de vidro simples, de uma camada apenas, as lajes de concreto e os fechamentos metálicos”, diz.

O professor conta que dentro das edificações, as lâmpadas, computadores, fogões e pessoas produzem calor. “Se dificultarmos a saída deste calor do interior dos edifícios, a temperatura interna sobe. Este mecanismo é útil no inverno. Paredes de alvenaria de tijolos furados têm certa capacidade de isolamento.”

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Publicado em 08/08/2011 | Gabriel Azevedo
site Gazeta do Povo

 

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