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Carreira: o que querem os jovens


Um estudo feito pela agência de pesquisas Box1824 e pelo Datafolha revela os jovens de hoje não querem só dinheiro. Depois de entrevistar mais de 3 000 pessoas de 18 a 24 anos em bares, parques e universidades, os pesquisadores descobriram que 90% dos jovens brasileiros querem um trabalho que contribua com a sociedade. Além disso, apenas quatro em cada dez entrevistados apontam o salário como fator principal na hora de escolher um emprego. Ascender rapidamente e ganhar muito dinheiro já não é prioridade para uma enorme fatia da chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir da década de 80. “A pesquisa reflete um momento de otimismo inédito no país”, diz Carla Mayumi, sócia da Box1824. “Os jovens querem fazer sua parte para melhorar a sociedade e já não têm tanta pressa em ficar ricos, como era a regra há pouco tempo.”

Para essa garotada, o tamanho ou a história das organizações não faz diferença na hora de escolher um trabalho. “Essa é a primeira geração que prefere avaliar os valores das companhias”, afirmam as psicólogas americanas April Perrymore e Nicole Lipkin, no livro A Geração Y no Trabalho. “Eles já agem assim na hora de escolher produtos num supermercado. Imagine para decidir onde querem trabalhar!” Para a maioria das empresas, essa visão “paz e amor” é um tremendo desafio, já que instrumentos de atração e manutenção de talentos utilizados até agora têm pouco – ou nenhum – efeito sobre os jovens. “As empresas que não conseguirem mostrar sua contribuição à sociedade terão muita dificuldade para atrair gente boa”, afirma Paulo Mendes, sócio da empresa de recrutamento 2Get.

Uma das formas mais simples de engajar e motivar essa geração é dar espaço para que participe de trabalhos voluntários. Entregar projetos inteiros – com começo, meio e fim – para essa garotada aparece cada vez mais como uma das maneiras de mantê-la motivada.

O levantamento da Box1824 e do Datafolha revela que, para 41% dos jovens, satisfação é o item mais importante do trabalho – e não há nada mais excitante para eles do que ser donos do próprio nariz. “Os jovens não dão muita bola para cargo ou salário, mas, se você oferecer um projeto em que acreditem, eles darão o sangue”, diz Maria Tereza Fleury, professora da Fundação Getulio Vargas.

FGV de São Paulo, por exemplo, calcula que hoje pelo menos 30% de seus alunos querem abrir um negócio – um percentual recorde em sua história. “Empreender é a forma mais lógica de liderar um projeto realmente desafiador”, diz Amisha Miller, gerente de pesquisa da Endeavor, ONG de apoio ao empreendedorismo.

Fonte: PlanetaSustentável.abril

E você, ja sabe o que quer do futuro? Ja sabe aonde quer trabalhar?

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