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Prepare-se: a tecnologia pode levar a um futuro sem bancos e cartórios


Sistema utilizado para viabilizar transações com moedas virtuais se expande e promete revolucionar a maneira como as pessoas gerenciam dinheiro e bens pessoais na internet

 

 | Gazeta do Povo

O tradicional (e ultrapassado) livro-caixa, responsável por guardar em suas folhas toda a entrada e saída de dinheiro de empresas, ganhou uma versão virtual que promete revolucionar a forma como as pessoas interagem entre si e gerenciam seus recursos – sejam ativos financeiros ou bens menos palpáveis como documentos e arquivos de mídia. Batizada com o nome de blockchain, a tecnologia responsável por viabilizar as transações com moedas digitais, como o bitcoin, já ganhou a alcunha de “Uber dos bancos” devido ao potencial de “balançar” os mercados tradicionais ao permitir a movimentação de ativos sem a necessidade de intermediários.

Na prática, pode-se dizer que o blockchain é uma espécie de protocolo de comunicação da internet, como o TCP/IP – uma infraestrutura aberta e pública capaz de viabilizar e registrar transações feitas por qualquer pessoa autorizada a utilizar esta rede. Com isso, um usuário pode, por meio de uma moeda virtual, receber ou enviar dinheiro para qualquer pessoa no mundo, sem ter de arcar com taxas bancárias ou mesmo possuir uma conta-corrente. Além disso, permite o registro de acordos comerciais “inteligentes”, em que cada parte tem acesso a um produto ou serviço de forma automatizada, assim que o sistema reconhece que os negociantes cumpriram sua parte.

“O contrato e as transações estão separados hoje. Precisamos, portanto, de um novo modelo de troca de valor em tempo real, sem intermediários, uma vez que estes atrasam, burocratizam e encarecem o processo.Isso permite que façamos interações de informações e troca de valores, seja dinheiro ou documentos, diretamente entre todos. É uma ruptura no modelo atual”, explica o consultor de tecnologia e CEO da Litteris Consulting, Cezar Taurion.

Apesar do uso ainda incipiente, consultorias e analistas têm visto o blockchain como um avanço irreversível capaz de afetar não só o mercado financeiro, mas também outros setores e plataformas que estão hoje na crista da onda por intermediarem produtos e serviços – caso do Uber, Airbnb e Spotify. Relatório do Goldman Sachs divulgado mês passado aponta inclusive que a tecnologia pode gerar ganhos de US$ 7 bilhões nos próximos anos ao facilitar transações entre empresas e pessoas que comercializam energia elétrica por meio de painéis solares próprios.

Estudo do Fórum Econômico Mundial, apresentado no fim do ano passado, vai ainda mais além e aponta que, em 2027, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial vai estar armazenado em redes de blockchain (hoje, esse porcentual é de 0,025%, o que equivale a US$ 28 bilhões). O estudo também prevê que, antes disso, em 2023, governos já utilizarão a tecnologia para coletar tributos – fazendo com que os contribuintes deixem para trás a velha prática de imprimir um boleto e fazer o pagamento no banco.

“O blockchain cria tanto oportunidades quanto desafios para os governos. Por um lado, não é regulado ou supervisionado por qualquer banco central, o que significa menos controle por meio de políticas monetárias. Por outro, traz a possibilidade de novos mecanismos de cobranças tributárias construídos na tecnologia em si”, afirma o relatório do fórum.

 

Como está a situação na prática

O uso de blockchain ainda é incipiente, mas algumas iniciativas no mundo já mostram o potencial da tecnologia:

Bancos unidos

A fim de transformar o risco em oportunidade, mais de 45 bancos, incluindo gigantes como JPMorgan Chase e Barclays, criaram um consórcio chamado R3 para desenvolver e comercializar aplicações que usam blockchain. Em fevereiro, o grupo anunciou ter conseguido simular, com sucesso, transações de ativos digitais em uma rede privada espalhada por quatro continetes.

Sem risco de calote

A empresa Smart Contract permite que os usuários criem contratos “inteligentes” em que o pagamento entre as duas partes só é feito quando certos critérios são reconhecidos pelo sistema de blockchain – tudo sem que haja uma instituição intermediando o negócio.

Música para os ouvidos

A artista britânica Imogen Heap criou a Mycelia, iniciativa que distribui músicas por meio de blockchain, permitindo que músicos vendam suas canções diretamente para os fãs, sem a necessidade de um estúdio ou plataforma (como o Spotify) – com isso, o artista é recompensado de forma mais rápida e não precisa dividir o valor com intermediários.

Corrente de arte

A startup Ascribe usa o blockchain para tentar resolver os problemas de direito autoral na era da internet. Trabalhos digitais (como designs, pinturas e fotos) ganham uma espécie de selo de autenticidade e autoria que acompanha a obra de maneira definitiva enquanto ela é distribuída – e que permite que ela seja rastreada e vire um ativo financeiro, como uma obra de arte física.

 

Fonte: Gazeta do Povo

30 estratégias para ampliar sua rede de contatos


Cultivar uma rede de contatos é crucial para se recolocar mais rápido e prosperar nos negócios

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No Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas possuem perfis no Linkedin. Somos o terceiro maior país do mundo em número de usuários dessa rede social profissional, atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 128 milhões de profissionais cadastrados, e da Índia, com 35 milhões, mas à frente de Inglaterra e China, ambas com cerca de 20 milhões de usuários. Esses números ajudam a dimensionar a importância dos relacionamentos para a conquista de posições no mercado de trabalho brasileiro ou para o fechamento de negócios. Isso não significa, entretanto, que os brasileiros sejam mestres na arte de fazer networking. “Muita gente abandona o perfil na rede quando não precisa de nada. Isso é um erro”, diz Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do Linkedin Brasil. Numa época de corte de postos de trabalho, uma boa rede de contatos pode ser a diferença entre a recolocação ou o desemprego.

Segundo especialistas em recrutamento, como as empresas não estão contratando, mas apenas fazendo substituições nos times, entre 80% e 90% das oportunidades de trabalho no momento advêm de relacionamentos. “A maior parte dessas posições está invisível – não está nos grandes jornais nem nas mídias sociais. Elas circulam de boca em boca e é preciso estar conectado às pessoas certas para ficar sabendo delas e conseguir indicações”, afirma José Augusto Minarelli, presidente da consultoria Lens Minarelli, especializada em transição de carreira e aconselhamento para executivos Superdicas de Networking para Sua Vida Pessoal e Profissional (Ed. Saraiva).

Veja a seguir um complemento do texto da matéria de capa da VOCÊ SA, edição de junho/2016:

30 AÇÕES PARA UM BOM NETWORKING


1.Vale todo mundo 
Networking são pessoas que estão conectadas a sua rede de contatos, e isso inclui parentes, amigos, colegas…

2.Mantenha contato 
A intensidade do vínculo com essas pessoas é proporcional à convivência.

3.Em qualquer lugar 

Pratique em qualquer lugar em que haja gente…

4.Não seja inconveniente 

Desde que com elegância, educação e sutileza, não se imponha

5.Seja atencioso (a) 

A quantidade de atenção que você dá para alguém, solidariedade e cuidados influenciam o grau de confiança da relação. Troque informações

6.Interaja com desconhecidos 

Muitos têm vergonha, mas o único jeito de ampliar a rede de conhecidos é acrescentar novas pessoas. Supere a timidez e compareça a eventos. Atenda pessoas de fora da rede com uma atitude positiva e solidária, mal não vai fazer.

7.Incorpore à sua rotina

Faça do networking um hábito agradável e proveitoso. A prática vai tornando a habilidade mais natural, fácil e espontânea.

8.Cultive as seguintes características 

Educação, respeito, ética, empatia, disponibilidade, generosidade, espírito de colaboração, flexibilidade, objetividade, disciplina e visão de longo prazo.

9.Mantenha uma boa imagem 

O networking amplia sua visibilidade e ajuda as pessoas a lembrarem de você e de suas competências. Isso pode te ajudar, se sua reputação for boa, ou, no caso contrário, te prejudicar. Você por acaso indicaria alguém de quem não gosta? Então…

10.Calcule o tamanho de sua rede 

Faça uma lista com pessoas que você conhece, dê preferência a contatos que merecem ser cultivados ou reativados, pois anotar todo mundo que conhece é uma tarefa desnecessária. Para isso, use sua memória, emails, cartões de visitas, redes sociais, fotos, etc.

11.Organize novos contatos 

Quando conhecer alguém novo, anote no verso do cartão de visita ou em outro lugar tudo que souber da pessoa, data e como se conheceram, nome, endereços, contatos, data de aniversário e outros dados pessoais e profissionais relevantes para um futuro contato. Aproveite contatos com conhecidos para checar se os dados estão atualizados

12.Use a tecnologia a seu favor 

Use as redes sociais e emails para manter contato com pessoas distantes, compartilhar artigos de interesse, trocar informações, enfim, fazer a manutenção da relação. Mas dê preferência ao contato pessoal.

13.Mantenha os perfis atualizados 

Ter um perfil atualizado em uma rede como o Linkedin, por exemplo, ajuda na visibilidade, pois mantém sua rede informada sobre projetos e mudanças de carreira ou trabalho, por exemplo. Isso ajuda a evitar que se perca oportunidades por não estar localizável.

14.Não seja um colecionador de nomes 

Há quem confunda uma boa rede de networking com uma lista de desconhecidos nas redes sociais. Não seja essa pessoa. Adicione apenas conhecidos ou pessoas com quem tem ou possa ter afinidades. Mas mande mensagens personalizadas, afinal todo mundo gosta de ser lembrado. Caso não conheça a pessoa, indique que seu convite é baseado nessas afinidades e não é um spam.

15.Não seja chato e lote a caixa das pessoas 

Entre em contato apenas quando tiver um motivo ou algum assunto pertinente que de fato possa interessar à pessoa. Não envie correntes ou conteúdos inúteis, caso contrário quando precisar mandar algo importante, a pessoa pode nem ler.

16.Use a rede também 

Identifique amigos ou contatos em comum com alguém que você deseja conhecer e peça para a pessoa te apresentar. Ou fale sobre esse conhecido, desde que tenha autorização, com a pessoa desconhecida para gerar empatia e aumentar as chances de ser atendido(a). Um ponto de contato ajuda a pessoa a sentir mais segura e ser mais receptiva.

17.Nunca invente conexões 

Não use o nome de alguém que você não conhece ou sem autorização. Isso não é ético e esse tipo de mentira depõe contra você, além de poder ser descoberta facilmente.

18.Não perca oportunidades interessantes de convivência 

Faça visitas, telefone, marque encontros, vá a festas, palestras, aniversários, inaugurações, lançamentos… e caso não possa comparecer, justifique e agradeça o convite.

19.Compartilhe seus problemas e necessidades 

Os outros não têm – muitas vezes – como adivinhar o que você deseja ou do que precisa. Engula o orgulho e dê chance para as outras pessoas serem solidárias. Peça e aceite ajuda.

20.E preste atenção às necessidades dos outros 

Ter interesse pelos outros pode render bons frutos e contatos

21.Seja transparente 

Ter objetividade, clareza e organização ajuda a ter um registro positivo na memória das pessoas. Claro que isso deve ser combinado com uma postura amistosa, elegante e sem falsidade.

22.Trate as pessoas pelo nome 

Isso demonstra atenção e cuidado

23.Não espere retribuição 

E nem retorno imediato. Fazer o bem gera créditos positivos com conhecidos e desconhecidos e nos momentos de necessidade alguém vai te ajudar. Pode ser alguém que você tenha ajudado ou não. Fazer o bem é um diferencial

24.Não tenha preconceitos 

Todas as pessoas tem valor e podem ser úteis. Inclusive você para os outros. Não discrimine bons contatos por conta de cargo, poder aquisitivo, orientação sexual, gênero, idade, cultura, religião, da aparência ou qualquer outro motivo superficial.

25.Seja confiável

Conquiste e cultive a confiança dos outros, não conte segredos ou faça fofoca. Além disso, cumpra suas promessas.

26.Esteja presente nos momentos difíceis

Se souber que um conhecido precisa de ajuda, ofereça. Nem que seja apenas para fazer companhia. Não se afaste de alguém por que a pessoa mudou de cargo ou perdeu o emprego. Seja solidário(a).

27.Nunca deixe alguém sem resposta

Responda os emails e mensagens e atenda telefonemas. Além de ser uma questão de decência e educação, não é possível prever quando e se vai precisar dessa pessoa no futuro.

28.Retome bons contatos antigos 

Lembre que a outra pessoa também poderia ter atuado para manter a relação aquecida. Até o último contato, a relação era boa? Você atendeu bem essa pessoa da última vez que ela te procurou? Caso ambas as respostas sejam positivas, então vale a pena retomar o contato.

29.Se precisar de um favor de um contato antigo 

Seja paciente e gentil, conte sobre você e pergunte como o outro está e o que tem feito. Alimenta a conversa com tópicos  e boas lembranças em comum para reavivar esse vínculo antigo de maneira natural. Só depois disso compartilhe o problema que motivou o contato.

30.Tenha objetividade 

Ao precisar de um favor, dê preferência ao contato pessoal, converse antes e faça perguntas específicas à pessoa. Elas geram respostas mais precisas que permitem que sejam feitas conexões e novos questionamentos que de fato podem render algo.

Fonte: VOCÊ SA

Manhã de palestras sobre o Sistema Profissional para os acadêmicos de agronomia da Unicentro de Guarapuava


O evento voltado aos acadêmicos de agronomia da Unicentro Guarapuava contou com várias palestras voltadas ao conhecimento do Sistema Profissional do futuro engenheiro.

O Programa CreaJr-PR foi apresentado aos participantes pelo dirigente do CreaJr-PR Leonardo Zabot Anderle, acadêmico do curso, visando à aproximação dos estudantes com o sistema profissional, por meio da participação no programa. Na sequencia, o professor Edson Perez Guerra, engenheiro agrônomo e coordenador adjunto da Câmara Especializada de Agronomia do Crea-PR, falou aos estudantes sobre as disciplinas do curso e sistemas de estágio para estudantes da agronomia.

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O assunto “Entidades de Classe” também fez parte do ciclo de palestras, com apresentação realizada pelo engenheiro agrônomo José Roberto Papi, presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Guarapuava-PR (Aeagro) e pelo engenheiro agrônomo Carlos Roberto Bittencourt, presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR).

O gerente da Regional Guarapuava do Crea-PR, Thyago Nalim, apresentou a palestra “Conhecendo o sistema profissional Confea/Crea”, apresentando a composição do sistema profissional, câmaras especializadas, plenário do Crea, legislação aplicável, distribuição do Crea-PR, dentre outros assuntos relevantes aos futuros profissionais.

Por fim, o empresário e coordenador da Câmara Especializada de Agronomia, engenheiro agrônomo Rodrigo Luz Martins, proferiu palestra motivacional aos acadêmicos, encerrando o evento.

 

Responsabilidade Profissional: assunto em pauta para os dirigentes do CreaJr-PR Regional Ponta Grossa


Aconteceu no dia 17 de junho mais uma reunião da Comissão Acadêmica Regional de Ponta Grossa, com a presença de 11 membros dirigentes da comissão.

Além dos assuntos fixos da pauta, como a aprovação dos memoriais de experiências técnico-acadêmicas, foram discutidos vários assuntos relativos à Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA) e o Contecc, que neste ano acontecem no Paraná, em agosto e setembro. Ainda, o gerente da Regional, engenheiro agrônomo Vânder Moreno, informou aos presentes a respeito da publicação da Lei 13.267/2016, que trata da atuação das empresas juniores.

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Os presentes também registraram sugestão para que o tema “responsabilidade profissional” seja inserido nas palestras do Fórum Jovem, que acontece durante a SOEA. A justificativa para a solicitação é possibilitar que os futuros profissionais tenham conhecimento pleno de suas responsabilidades social, técnica e ética, além dos riscos de inobservância das normas. Ainda sobre o assunto, a comissão agendou a realização de debate sobre o sistema Confea/Crea e as responsabilidades profissionais nos empreendimentos, envolvendo no debate as entidades da Regional.

Energia eólica já abastece mais de 30% do Nordeste


A partir de 2009, com leilões dedicados à essa fonte de energia, o setor eólico recebeu R$ 67 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica)

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O vento forte que não para de soprar fez da pequena Icaraí de Amontada, na costa oeste do Ceará, uma ilha de usinas eólicas. Elas geram energia elétrica usando a força dos ventos. Ali, para qualquer lado que se olhe, modernas e gigantescas torres de quase 150 metros de altura – do tamanho de um prédio de 42 andares – destoam do cenário rústico da antiga vila de pescadores, com suas dunas, praias e lagoas. Reduto de atletas estrangeiros praticantes de kitesurf e windsurf, a comunidade, de 2,4 mil habitantes, entrou para a lista dos melhores ventos do Brasil e ajudou a elevar a participação da energia eólica para mais de 30% do consumo do Nordeste.

Os parques instalados na região de Amontada estão entre os mais eficientes do planeta. Enquanto no mundo, as usinas eólicas produzem, em média, 25% da capacidade anual, no Complexo de Icaraí esse porcentual é mais que o dobro. As 31 torres que compõem o parque produzem 56% da capacidade anual. Para ter ideia do que isso significa, nos Estados Unidos, esse indicador é de 32,1%; e na Alemanha, uma das maiores potências eólicas do mundo, de 18,5%. “O vento no Nordeste é muito diferenciado”, afirma Luciano Freire, diretor de engenharia da Queiroz Galvão Energia, dona do complexo eólico de Icaraí.

É por causa da qualidade desse vento – forte e constante – que o Nordeste despontou como uma das maiores fronteiras eólica do mundo. Hoje, os parques em operação na região são responsáveis pelo abastecimento de boa parte da população local de 56 milhões de pessoas.

Expansão

Não é difícil entender a rápida expansão das eólicas no Brasil. Em 2008, com a crise internacional, o consumo mundial de energia despencou, paralisou uma série de projetos e deixou as fábricas ociosas. Em busca de demanda, elas desembarcaram no Brasil – onde o uso da energia crescia a taxas de dois dígitos – e derrubou o preço das eólicas, até então caras por aqui. A partir de 2009, com leilões dedicados à essa fonte de energia, os investimentos decolaram. De lá pra cá, o setor recebeu R$ 67 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Esse montante colocou o país na 10ª posição entre as nações com maior capacidade instalada do mundo. Foi um grande avanço. Até 2008, a potência do parque eólico brasileiro era de 27 megawatts (MW). No mês passado, alcançou a marca de 9,7 mil MW, volume suficiente para abastecer mais de 45 milhões de habitantes. No total, são 5.141 turbinas instaladas Brasil afora. Cerca de 82% delas estão no Nordeste.

Conta

Os moradores de Icaraí de Amontada ainda se fazem algumas perguntas. Questionam o impacto que as usinas podem causar à região no decorrer dos anos e não entendem por que continuam pagando uma conta de luz tão alta se os parques eólicos estão praticamente no seu quintal. “Deveríamos ter energia elétrica de graça”, afirma Raimunda Alves dos Santos, que paga R$ 180 por mês de luz.

Entre os moradores, essa é uma reclamação recorrente. É difícil compreender por que uma energia produzida com o vento – que é de graça – pode ser tão cara. Se eles fizessem essa pergunta às empresas geradoras, teriam como resposta uma explicação complexa, que envolve toda a estrutura do setor. “O Brasil funciona como um sistema único, a precificação é nacional e não regional”, diz a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.

Em outras palavras, significa dizer que todos os custos do setor são divididos entre todos os consumidores do país. Para a eólica começar a fazer diferença na conta de luz dos nordestinos, é necessário que ela ganhe participação não só na região, mas em todo o país.

Com alguns raros projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) em desenvolvimento no Estado de Pernambuco e sem potencial para grandes hidrelétricas, a vocação do Nordeste tem se inclinado cada vez mais para a energia eólica. Segundo Elbia Gannoum, até 2020, a participação da energia do vento na matriz elétrica brasileira vai saltar dos atuais 6% para 20% da capacidade instalada. No Nordeste, essa participação será ainda maior, de 30%. Em termos de consumo, a fonte será capaz de atender cerca de 70% da carga da região em alguns momentos do dia.

Nos próximos três anos, diz Elbia, o volume de investimentos em novos parques será de R$ 40,8 bilhões. Ela destaca que cada megawatt de eólica instalado cria 15 postos de trabalho em toda cadeia produtiva, desde o canteiro de obras até a fabricação de pás, aerogeradores e torres. Seguindo o cálculo da Abeeólica e considerando que entre 2017 e 2019 estão previstos mais 6,8 mil MW de potência, o setor pode gerar 102 mil postos de trabalho.

Fonte: Gazeta do Povo

Parlamento Europeu quer classificar robôs como ‘pessoas eletrônicas’


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O Parlamento Europeu teve uma ideia curiosa sobre como os robôs trabalhadores devem ser tratados no continente. O rascunho de uma moção apresentada em 31 de maio propõe que essas máquinas sejam consideradas “pessoas eletrônicas”.

A classificação serviria para aplicar direitos e obrigações aos robôs, num momento em que aumenta a preocupação de que a força de trabalho robótica esteja causando aumento do desemprego.

O documento pede que a Comissão Europeia considere “que ao menos os robôs autônomos mais sofisticados poderiam ser estabelecidos tendo o status de pessoas eletrônicas, com direitos e obrigações específicas”.

Cada máquina também deveria ser registrada num sistema único, o que ajudaria os governos a fazer um controle sobre a aplicação das regras.

Tudo isso devido à ideia de que a substituição de trabalhadores humanos por robôs cause uma desestruturação nos programas de seguridade social. Até por isso a moção pede que organizações declarem quanto estão economizando com a troca em termos de taxação empregatícia.

O Parlamento, entretanto, precisa convencer os políticos do bloco a apoiar a causa e levá-la a outro tipo de aplicação, porque – como explica a Reuters – o órgão não tem autonomia para propor leis.

Fonte: Olhar Digital

 

 

Rompimento de barragem em Mariana é assunto durante o Simpósio de Estudos e Tecnologias Ambientais na UTFPR Londrina


A tragédia em Minas Gerais, provocada pelo rompimento de barragens em Mariana, é considerada um dos maiores acidentes ambientais. Dada a relevância do assunto, o tema foi discutido em mesa redonda, durante o Simpósio de Estudos e Tecnologias Ambientais (SETA), que aconteceu no dia 8 de junho na Universidade Tecnológica Federal do Paraná de Londrina.

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Durante o evento foram realizadas palestras ministradas pelo professor Dr. Mário Luis Orsi, biólogo, doutor em zoologia pela UNESP e atualmente docente do programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da UEL, pelo professor Me. Cleuber Moraes Brito, geólogo e consultor técnico nos campos de mineração e estudos de passivos ambientais, e pelo professor Dr. Maurício Moreira dos Santos, geógrafo e atualmente docente do Departamento de Engenharia Ambiental da UTFPR Campus Londrina.

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O SETA conta com a participação do Centro Acadêmico Allan Nishioka (CAAN), da empresa Gaia Júnior, da Semana de Tecnologia e Meio Ambiente (STMA), do CreaJr-PR e do Programa de Pós-graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA), além do apoio das coordenadorias e diretorias do Campus.

Participaram do evento 70 alunos de graduação em Engenharia Ambiental.

 

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